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Vicissitudes do ser. Não queria que isto se transformasse nisso.

Dir-te-ia – vivamos, pois! Ainda que na sombra, ainda que na cave.

Agora precisava-nos claros, limpos, sem jogos, sem dramas.

Dói-me o sítio. Dói-me a repetição. Nesta sobra que não é escura, apenas incolor, apenas.

Quero que se foda o estereotipo em que recaio quando tenho uma atitude-típida-do-meu-sexo,
Já que não me dão o mundo, não me espremam outra vez os sentimentos.

Estou farta de não poder sofrer verdadeiramente porque tenho de ajudar ao não sofrimento de alguém.

Carrego limitações e exageros que descarrego contigo – exagero ora de voz, ora de silêncio.

Perdi toda a minha capacidade de me controlar, de entender, de ponderar, de pensar. Agora são só sentimentos, dúvidas e inconsistências imaginárias que levam a afirmações como epah-isso-nem-parece-teu-Marta!

Atordoa-me o nervo miudinho e a acumulação de pequenas pontadas de frustração e de consciência, que me fazem perceber a minha insuficiência.

Incapaz de mim, brindo a estas janelas semicerradas onde me encontro num coma imperfeito.

Sei. Sei que transfiro-me-te des-tru-ti-va-men-te. E logo tu que aprendeste a gostar…

Tenho o sangue quente, a zanga é material, e sinto-me outra. Tão outra.

O facto é que algures pelo meio houve paz. Uma paz em conformidade, quase contínua em larga escala. Uma cabeça com cabeça.

Parece-me que o caminho que se percorre para a guerra é irremediavelmente sinónimo de derrota. E derrotista também.

A paciência é um desconsolo disfarçado. Não há botão de pausa – a guerra, os explosivos, os desvios, os não-desvios (principalmente estes).

Hoje, nos últimos hojes e nos próximos hojes, terei de ter paciência sem paz.

Há um impasse entre o eu que se dirige ao outro e a desistência em forma de frase, pânico até.

Atordoa, ter os aquilos tudos em suspenso, enquanto se poliniza uns momentos.

Mas o afastamento já se ditou inadequado.

Poderia ter começado este texto com um És Tudo – de acepção insólita e deprimente que imagino em sonhos que tangem a final película da vida real.

Mas não. Porque sou senhora dos meus “ais”, dos meus “não gosto”, dos meus “porquê?”, e sim, talvez a explicação seja o estar mal habituada.

E tu tentas falar sem ter de falar. Temendo uma qualquer minha obsessão crescente.

E os meus pontos fracos estão desnudados. Agora ainda estou para perceber que guerra é a tua, se me queres derrotar ou se eu própria te derrotei pelas minhas próprias batalhas diárias.

Podes avaliar-me. Despir-me e enumerar-me as fragilidades, os fracassos e os ossos sem cálcio.

Queria conseguir ser. E deixar-te ser.
Mas a tua ausência magoa-me.



Parece-me que é uma questão de descarregar armas e parar os relógios. Abrandar os ponteiros e usar a borracha no lápis dos impulsos distorcidos.





E é este o meu ser e ele a doer-me…
©2009-2010 ~Kingdom-for-a-heart
:iconkingdom-for-a-heart:

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Por alguma razão é de noite
e os mundos são de dia

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August 13, 2009
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